Agora sim está correcto!

Peço desculpa, a Audição será amanhã no Conservatório Regional de Castelo Branco pelas 17:30h

Blog http://festivalmusicaverao.blogspot.com/

Mensagem do Director Artístico - Carlos Alves


Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades e, com um bocadinho de esforço, até podemos mudar de vida. Não podemos, porém, é alterar o rumo normal dos acontecimentos... Aqui a História é soberana! E de tempos, a tempos, repete-se. Seja sob o auguro de bons acontecimentos, ou, ainda, sob os pofecias das catástofres, ou, mesmo, das crises e depressões financeiras.
Em 1929, há precisamente oitenta anos, o mundo entrava numa crise financeira, conhecida historicamente por Grande Depressão. As causas que originaram esta depressão económica relacionam-se, de forma directa, com o fim da Primeira Guerra Mundial. Nessa altura, os estados viam os seus modelos económicos de desenvolvimento a esgotarem-se; as moedas a desvalorizar; os produtos escasseavam e encareciam; a matéria prima era cara; as indústrias fechavam portas e o desemprego aumentava cada vez mais. A sociedade, sem trabalho, dinheiro e comida, vivia num estado depressivo tanto ao nível social como económico.
Oito décadas depois, a História teima em repetir-se! A crise social e financeira está instalada. A sociedade vive a prazo e em permanente desconfiança, mergulhada numa crise de identidade, buscando a vã esperança de um novo dia.
Por incrível que pareça, é nestes momentos, menos bons, do estado do mundo, que a criação cultural atinge indices produtivos mais elevados. A sociedade e os seus agentes criadores, sejam músicos, escritores e artistas em geral, buscam, na expectativa de novas esperanças, influenciar a história, criando obras de arte, cuja fruicção possa injectar um novo fôlego à sociedade em crise. Foi assim nas décadas de vinte e trinta do século passado , certamente, assim será, no momento actual que atravessámos.
A América e a Europa, em 1930, conseguiram ultrapassar a Grande Depressão. Se a história se repete, é quase certo, que o mundo actual vai, também, conseguir sobreviver a esta crise. Pelo menos, pela incursão na cultura e na educação, julgámos ser possível essa mudança. A música servindo-se das suas armas tudo fará para que os povos acreditem numa nova esperança, numa Sinfonia do Novo Mundo, cheio de Rhapsody in Blue, onde num qualquer Summertime, seja possível gritar em Contrastes, ao jeito de Benny Goodman, “Don´t be that way!”.
O Rei do Swing em 1939 ensinou-nos que não existem impossiveis , entrando pela primeira vez com uma BigBand de Jazz no famoso Carnegie Hall com o seu Sing,Sing,Sing (criticando ferozmente a sociedade da sua época).
Partindo deste mote, o director artístico do Festival Internacional de Música de Verão de Paços de Brandão, procurou reunir na sua programação diversos artistas, cujas propostas musicais incluissem alguns dos mais abrangentes compositores americanos da primeira metade do sec.XX. Assim sendo, a presente edição, pretende elogiar a cultura americana dos anos vinte e trinta, do século passado, e a forma como tudo fizeram para ultrapassar a Grande Depressão.
Fazendo um paralelismo com os dias de hoje, a intenção desta programação visa ser um testemunho de confiança, para que a sociedade acredite no amanhã e, criativamente, procure superar o mau momento em que vivemos.
Fazendo nossas as palavras do presidente norte-americano Barack Obama:

Together, we can!
Juntos, vamos conseguir!

O Director Artístico
Carlos Piçarra Alves

A não perder!


Cartaz by Clacriferma

"This is it!"

Na terça-feira...
























Design Clacriferma

Um pouco de Arte

Noite de S. João! PORTO

Relembrar o fim de semana passado!


Orquestra Sinfónica da ESART
Maestro: Rui Massena
Piano: António Rosado

George Gershwin (1898-1937)
Rhapsody in Blue (Orq. F. Grofé)

Antonin Dvorák (1841-1904)
Sinfonia nº 9, op 95, em Mi menor, “Novo Mundo”
I. Adagio — Allegro molto
II. Largo
III. Scherzo: Molto vivace — Poco sostenuto
IV. Allegro con fuoco

video video video

Orquestra da ESART, 06/06/09

O Poeta!

Não é toda a gente que tem um "miau" destes com 14kg, sim, sim 14kg de gato!
Este dá pelo nome de "Poeta", e é uma companhia fantástica lá em casa, um autêntico bebé!

A mamã é uma artista! A obras primas:

Um bom Concerto a não perder!































Cartaz by clacriferma

Paços Brandão de 05 Junho a 25 Julho '09

Direcção Artistica Carlos Piçarra Alves
Organização CIRAC


PROGRAMA

JUNHO
____________________________________________________

05 ABERTURA - Concerto "Um Mundo Novo"
Solista António Rosado (Piano) e Direcção Maestro Rui Massena
Orquestra Sinfónica da ESART - Obras de Gershwin e Dvorák
Europarque - Grande Auditório (Sta. M.ª da Feira) 21:45h

10 Noite de Jazz ao Ar Livre - Paula Oliverira (Voz) e Leo Tardin (Piano)
Casa da Portela (Paços de Brandão) 21:45h

20 Caio Pagano (Piano) Lançamento de CD "Remembrance" em Portugal
Academia de Música de Paços de Brandão - 21:45h

27 Clarinetissimo Ensemble, direcção Helder Tavares
Obras de Richard Rogers e Joseph Kosma
Auditório do CIRAC (Paços de Brandão) 21:45h

JULHO
____________________________________________________

04 Recital de Violino e Piano - Bruno Monteiro e João Paulo Santos
Museu do Papel (Paços de Brandão) 21:45h

11 Concerto de Jovens Intérpretes
Solistas Félix Duarte (Violino) e Artur Mouradian (Violino)
Auditório do CIRAC (Paços de Brandão) 21:45h

18 Concerto Pedagógico - "O Lobo Diogo e o Mosquito Valentim" de Eurico Carrapatoso
Solistas Angélica Neto (Soprano) e Jorge Vaz de Carvalho (Tenor)
Orquestra de Jovens de Sta. M.ª da Feira e Coro Infantil do CIRAC - direcção Paulo Martins
Academia de Música de Paços de Brandão - 18:00h

19 Coro do CIRAC dir. Ernesto Coelho
Auditório do CIRAC (Paços de Brandão) 21:45h

25 ENCERRAMENTO - Tributo a Benny Goodmann no centenário do seu nascimento

Emmanuelle Baldini (Violino), Carlos Alves (Clarinete) e Caio Pagano (Piano) - Homenagem Clássica (Obras de Bartók e Debussy)
Academia de Música de Paços de Brandão - 18:30h

Carlos Alves (Clarinete) e Big Band "Don Carleone"
dir. Arlindo Silva - Jazz - Swing
Auditório do CIRAC (Paços de Brandão) 21:45h

"Rui Massena é um caso sério de popularidade internacional no universo da música clássica. Aos 35 anos, é maestro titular da Orquestra Clássica da Madeira, ilha que o rendeu há oito anos.

Vive há oito anos na Madeira. Para si, a ilha é mais sinónimo de Carnaval ou de república das bananas? Apesar do preço das viagens, convido-a a vir à Madeira, para perceber que a ilha tem fruta, carnaval, mas também natureza, mar, cultura e um povo que recebe extraordinariamente bem.

Hoje é dia de festa anual aí, no Chão da Lagoa. Também consegue, como Alberto João Jardim, beber um copo em cada uma das 54 barraquinhas? Estou a treinar. Tenho pena de ainda não ter sido convidado, mas acredito que neste momento, aguentaria aí...umas 47. Mas vou continuar a treinar...

E se ele o convidasse para sambar no Carnaval, aceitava? Na verdade, eu é que o convido a sambar. A Orquestra faz um concerto de Carnaval, ao qual vamos todos mascarados. Divertimo-nos imenso. Aí, normalmente, convido o público a participar.

Em contrapartida, alguma vez o viu em algum dos seus concertos?
Faz parte do público fiel da orquestra. Vai em mangas de camisa, sem qualquer staff, sem lugar reservado, a muitos concertos da Orquestra Clássica da Madeira, e no fim por vezes troca comigo uma impressão sobre o que ouviu.


Que outro político gostaria de ter entre o seu público? Nenhum em especial. Mas talvez o Dr. Jorge Sampaio, porque o sei um apreciador de música.


O líder regional madeirense já foi apelidado de "professor português do insulto" [El País, 2005]; a José Sócrates está colado o rótulo de "arrogante e insensível".Qual deles causa mais ruído à sua música? Só quando estão juntos num concerto...[Risos]


Também lhe acontece ser assomado, como acontece a Alberto João, por "excessos verbais"? [Risos] Sim, normalmente excedo-me. Penso que é o que acontece a todos os que vem viver para a Madeira, para perto do Dr. Alberto João.

Concorda com o que o poeta Luís de Camões escreveu no Canto V de Os Lusíadas, sobre o facto de a Madeira ser "mais célebre por nome do que por fama"? O Luís só tinha uma vista. Os tais excessos... [Risos]

Viver nessa ilha a que distância o coloca dos problemas do Continente? Vivo como quando vivia em Lisboa. Sou atento á vida do País. É evidente que viver numa ilha limita o campo de acção, e em alguns sentidos há a tendência para construir um ritmo próprio. Os problemas que aqui se sentem são mais os locais do que os do país. Mas se sairmos de Lisboa e do Porto, e se formos por exemplo ao Algarve, acontece-nos o mesmo. Mas o rectângulo tem problemas? [Risos]

O seu filho mais novo frequenta o clube Andorinhas, o mesmo onde treinou Cristiano Ronaldo. Está a educar um futuro jogador de futebol? Não. Estou a educar um homem, que gosta de futebol. Educá-lo nos vários interesses da vida, com a consciência do que quer que faça tem de esforçar-se por fazer bem. O desporto é competitivo mas leal, por isso saudável.

Há quem defenda que a nossa verdadeira idade nunca é a que está no BI. O seu BI diz 35 anos. Quantos anos tem? Às vezes, cinquenta; outras vezes, dezoito. Fui sempre velho para a minha idade, mas é um processo que se tem invertido. Vou envelhecendo com a sensação que tudo é mais possível. Hoje sinto-me mais novo do que quando tinha 25 anos. As artes permitem-nos a liberdade de existir menos formatados.

E há quem diga que quem não se lembra da música do Verão Azul [série espanhola] não faz verdadeiramente parte da geração de 70. Lembra-se da música? Que recordações lhe traz? As melhores. O assobio era sinónimo de um tempo descomprometido. Como diria Ernesto Sabato," tínhamos tempo para matar o tempo". Hoje eles teriam que usar protector solar.


Revê-se nessa geração que passou a infância a ver a Abelha Maia, o Tom Sawyer, o Dartacão? Sim, claro. A Abelha Maia...não era bem a minha preferida. Mas o Tom e o Dartacão, o mais possível. Um saudoso cumprimento ao Vasco Granja, pelo experimentalismo checo dos princípios do cinema de animação.

Como definiria essa geração - que é a sua - que brincava na rua, jogava ao Monopólio ao berlinde, às escondidas e ao mata? Uma geração que se conheceu, no início de um processo democrático. Um liberdade a ser experimentada, sob o signo implícito de muitos anos de ditadura, e que deixou marcas aos nossos pais. Apesar de tudo, uma geração que brincava com simplicidade, num verão azul de três meses, mas que cresceu para a vida atrasada. Mas com alma. Foram tempos de enormes memórias, mas distantes dos que hoje vivemos. Também são tempos óptimos. Ainda bem que tudo muda.

Já lhe acontece soltar um "no meu tempo em que era bom"? Naturalmente que vivo com as referências do meu tempo de juventude. Tenho porém consciência, da importância de irmos construindo novas referências, para que essas sejam as actuais. Isso é importante para uma adaptação inteligente e feliz á vida o que não quer dizer que se percam as outras. É um processo de soma e filtragem. É daqui que vem as opiniões. Ninguém é só presente e futuro. A história é fundamental.

Colecciona mais alguma coisa para além de gravatas? Sapatilhas, batutas, telefones móveis, livros.

É sobejamente conhecido pelas suas colaborações com os Da Weasel. O seu sonho era ser um hip hop man? Francamente gostava. Quem sabe? Tenho apenas trinta e cinco no B.I.

A excentricidade é a sua imagem de marca? Gosto da vida e de me expressar."

Orquestra da ESART

Amanhã, no Europarque em Santa Maria da Feira, pelas 21:45h, e no sábado, dia 6, às 21h30, no Cine-Teatro Avenida em Castelo Branco, haverá concerto com a Orquestra Sinfónica da ESART, dirigida pelo Maestro Rui Massena. O solista será ANTÓNIO ROSADO, no extraordinário Rhapsody in Blue, de Georges Gershwin. O resto do programa será preenchido com a Sinfonia do Novo Mundo, de A. Dvorák.