Contrastes >> de Béla Bartók

Quarteto para o Fim dos Tempos >> de Olivier Messiaen

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21 MAR - sexta-feira 22:00 h

MOSTEIRO S. BENTO DA VITÓRIA - PORTO

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Produção >> Teatro Nacional São João em colaboração com >> Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco


"De Carlos Piçarra Alves conhecemos o seu virtuosismo musical, aliado a um irrepreensível instinto teatral, em dois espectáculos recentemente encenados por Ricardo Pais (Figurantes, de Jacint o Lucas Pires, e D. João, de Molière). Agora, a música contaminada por uma ideia de teatro volta a colocar na mesma rota de colisão criativa o instrumentista e o encenador. Carlos Piçarra Alves reúne um conjunto extraordinário de solistas para interpretar Contrastes e Quarteto para o Fim dos Tempos, duas obras de referência do repertório da música de câmara do séc. XX; Ricardo Pais explora as potencialidades acústicas e arquitectónicas do claustro do Mosteiro de São Bento da Vitória, transformando-o numa discreta e ressoante moldura cénica. Mas Concerto de Primavera também é o ponto de convergência de outras circunstâncias especiais: a celebração do advento da estação que lhe empresta o título e o lançamento de um CD com as gravações destas duas exigentes obras de Béla Bartók e Olivier Messiaen, produzido pela Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco e editado pela Numérica, disco que se arrisca a figurar como cartão de visita da excelência do trabalho desenvolvido por estes músicos e professores da ESART. Em 1938, Bartók recebeu, por intermédio do violinista húngaro József Szigeti, um pedido de Benny Goodman, conhecido clarinetista de jazz, para compor uma peça para clarinete, violino e piano. Assim nasceu Contrastes, partitura de uma complexidade extrema que atemorizou desde logo Goodman (“Vou precisar de três mãos para a tocar, senhor Bartók!”). Estreou-se em Janeiro de 1939, em Nova Iorque, com interpretação de József Szigeti, Benny Goodman e o pianista Endre Petri. Concebido em oito andamentos, Quarteto para o Fim dos Tempos foi escrito sob o signo do colapso, entre o Verão de 1940 e o início de 1941, aquando da detenção do autor, então membro do exército francês, no campo de concentração de Gorlitz, Alemanha. Sobre a obra, que termina com um “Louvor à Imortalidade de Jesus”, escreveria Messiaen, cujo centenário do nascimento se comemora precisamente em 2008: “A sua linguagem musical é essencialmente imaterial, espiritual, católica”. Concerto de Primavera, é bom recordar, acontece em plena Sexta-Feira Santa no Mosteiro de São Bento da Vitória. Messiaen uma vez mais: “É um hino ao amor”."
Teatro Nacional S. João


coordenação artística >> Carlos Piçarra Alves
direcção cénica >> Ricardo Pais
desenho de luz >> José Álvaro Correia assistência de direcção cénica >> Nuno M Cardoso

Programa

-Contrastes para Clarinete, Violino e Piano de Béla Bartók (1881-1945)

Daniel Rowland Violino
Carlos Piçarra Alves Clarinete
Caio Pagano Piano

-Quarteto para o Fim dos Tempos de Olivier Messiaen (1908-1992)

Daniel Rowland Violino
Carlos Piçarra Alves Clarinete
Catherine Strynckx Violoncelo
Paulo Álvares Piano

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